ÁGUA - Jornal O ESTADO DO PARANÁ - 28/08/2001

Seca no Sudeste e Centro-Oeste baixou Rio Paraná em 7 metros

Foz do Iguaçu (Sucursal) - O nível do Rio Paraná não pára de cair e já está quase sete metros mais baixo na região de Foz do Iguaçu. A redução é conseqüência direta da falta de chuva que atinge o Centro-Oeste e Sudeste do País. Da pesca ao turismo, toda a economia se ressente. Com a estiagem prolongada, aumentam as chances de a campanha de racionamento de energia do governo federal ser prorrogada até 2002.

A paisagem do Rio Paraná começa a mudar na região especialmente por causa do baixo volume de água que entra das usinas do Sudeste e Centro-Oeste por Guaíra, a 200 quilômetros de Foz do Iguaçu. De acordo com a Itaipu Binacional, ali a vazão caiu de 10 mil metros cúbicos de água por segundo para 6 mil metros cúbicos por segundo. Na confluência dos rios Paraná e Iguaçu, o volume baixou quase pela metade. Passou de 14 mil para 8.100 metros cúbicos por segundo.

Na região da Ponte da Amizade, o Rio Paraná está seis metros e meio mais baixo. A situação só não está pior por causa do Rio Iguaçu, que está registrando uma vazão de 1.900 metros cúbicos de água por segundo nas Cataratas do Iguaçu. O volume é de 700 metros cúbicos de água por segundo a mais do que o normal para esta época do ano.

A tendência é de que o quadro piore ainda mais nos próximos dias. No Rio Parnaíba e Rio Grande, que formam a bacia do Paraná, a situação é crítica. Praticamente não choveu nos últimos dois meses e não há previsão de chuva para setembro no Centro-Oeste e Sudoeste do Brasil - principal centro consumidor do País onde estão concentradas as principais usinas brasileiras.

Levantamento

A Justiça Federal em Umuarama determinou que o Ibama faça um levantamento do impacto ambiental causado pelo rebaixamento do Rio Paraná. Os pescadores acusam a Itaipu de reduzir o volume do rio para gerar mais energia. A direção da usina negou qualquer interferência no nível do rio. A redução é causada pela falta de chuvas no Centro-Oeste e Sudoeste do país, onde estão concentradas as principais usinas do Brasil.

Com a adesão da população à campanha de redução de energia, Itaipu está produzindo abaixo da capacidade. A queda é de aproximadamente 20% na produção. Cinco das dezoito turbinas estão paradas desde junho. A usina deve fechar o ano com uma geração acumulada de 82 milhões de megawatts/hora contra 93 milhões de megawatts/hora do ano passado. A equipe do Ibama deve começar a fazer o levantamento ainda nesta semana. (Patrícia Iunovich)

 

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