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ANÁLISES A Máfia Verde Em toda história de nosso planeta, jamais a natureza esteve em “equilíbrio”. A natureza vivente configura um processo de crescimento constante que, no decorrer do tempo geológico, tem-se tornado mais rápido e intenso. A Atmosfera atual, de 21% de oxigênio, evoluiu unicamente devido à ação de organismos fotossintéticos. A fotossíntese foi um grande e fundamental avanço tecnológico para a vida, tornando possível a multiplicação do consumo de energia por parte da matéria viva. Contudo o oxigênio era um “poluente” na época, especialmente venenoso para as bactérias que habitavam os oceanos. Se os ambientalistas estivessem presentes e fossem tão bem sucedidos como os colegas do presente, certamente se oporiam À produção de oxigênio na época e ao processo de fotossíntese, lutando para que a vida na Terra fosse mantida no nível de bactéria. Quem é LutzenbergerO Agrônomo gaúcho José Lutzenberger, que antes de converter-se à "conservação da natureza" trabalhou na indústria química alemã BASF, nunca escondeu sua fervorosa dedicação aos dogmas malthusianos, tendo sido um dos pioneiros do movimento ambientalista brasileiro. Em 1976 publicou o libro Fim do Futuro? - Manisfesto Ecológico Brasileiro, no qual vinculava diretamente o crescimento da população aos problemas ambientais do planeta. Segundo ele: "é evidente que uma nave finita (a Terra) não pode acomodar um número indefinidamente crescente de passageiros... A explosão demográfica é um desequilíbrio que se deve a interferências artificiais em equilíbrios naturais. Através da tecnologia agrícola e da medicina intervimos, conscientemente, nas taxas de mortalidade, deslocando assim o equilíbrio demográfico que existiu durante milhões de anos”. Em outro trecho do livro, sob o significativo subtítulo “Avalanche Humana", Lutzenberger vai mais além em seu desprezo pelo crescimento humano: "No mundo vivo, em sua complexidade infinita, o controle demográfico sempre existe. Nos seres mais primitivos, ele é cego, intermitente e brutal. Uma população de bactérias, confrontada com um substrato propício, cresce exponencialmente... Ocorre que, muito antes de alcançar completamente seu desígnio, antes de consumidos todos os recursos, acaba morrendo em suas próprias toxinas. Estabelece-se o equilíbrio... Que ironia! O homem”, rei da criação “, que por sua complexidade cerebral se encontra no topo da pirâmide da vida, com toda sua capacidade intelectual, sua ciência, sua tecnologia, está se preparando para voltar a submeter-se às forças cegas implacáveis, se prepara para regressar ao nível de bactéria”. "De nada servem os demais controles se continuarmos comportando-nos como bactérias. Devem não somente promover e tornar acessíveis a todos, especialmente aos pobres, os métodos contraceptivos, mas necessitamos de uma verdadeira política demográfica, uma política que parta não de uma economia exponencialmente crescente, mas da sustentabilidade... O dogma do crescimento terá que ser substituído por outro dogma... Podemos chamá-lo com queiramos - equilíbrio, sustentabilidade - desde que o objetivo seja o abandono da exponencial pelo comportamento disciplinado”. Lutzenberger dá sua receita para uma economia sustentável: "Durante talvez dois bilhões de anos, durante 99% da história, a espécie humana praticou um estilo de vida... Neste modo de vida, vivendo da caça e da coleta, o homem se encontra perfeitamente integrando em seu ambiente natural; não tem os meios e, o que é mais importante, não tem a ambição de destruir o mundo natural do qual se considera apenas uma parte. Nesse convívio, a Natureza pouco ou nada sofre, uma vez que o tributo que o homem lhe extrai não ultrapassa a sua capacidade de regeneração. Por isso mesmo, este estilo de vida é perfeitamente sustentável, o que comprova a sua longevidade. Não há explosão demográfica e não há degradação ambiental”. Com tais idéias, não admira que Lutzenberger atraísse o interesse das redes ambientalistas da Monarquia britânica. Seus contatos com a Fundação Gaia de Londres, datam pelo menos de 1987. Em 1988, a fundação promoveu uma badalada visita de Lutzenberger à Inglaterra, durante a qual este recebeu o Right Livelihood Award. Desde então, ele se converteu no representante da fundação no Brasil e passou a receber financiamento da mesma. Igualmente, Lutzenberger tornou-se um entusiasmado difusor da chamada Hipótese Gaia, uma formulação pseudocientífica elaborada pelos biólogos James Lovelock e Lynn margulis, a qual apresenta a Terra (Gaia) como um ser vivo e a humanidade como um vírus perverso que ameaça a integridade física da primeira. Tanto Lovelock quanto Margulis pertencem à Fundação Lindisfarne, um dos "templos” do movimento New Age, que teve entre seus fundadores o antropólogo Gregory Bateson, agente de influência da inteligência britânica e ativo participante da chamada Operação Mk-Ultra. Um dos principais centros de coordenação das atividades desses grupos ambientais, no Reino Unido é a Fundação Findhorn da Escócia, que se autoproclama o "Vaticano do movimento New Age". Um dos principais membros da fundação foi sir Laurens van der Post, "guru-místico-filosófico" do príncipe Charles e de seu séqüito mais íntimo. Van der Post foi um ativo promotor das trocas de dívida por natureza e da criação de um banco "conservacionista" mundial, que controlaria áreas submetidas a projetos ambientais sob supervisão internacional, acima das soberanias nacionais. As três fundações atuam nos Estados Unidos em conjunto com a organização Lucis Trust, entidade com vínculos na ONU e que congrega várias organizações do movimento New Age, inclusive o Greenpeace e a Anistia Internacional. Em maio de 1990, Lutzenberger foi informalmente convidado pelo príncipe Charles para visitá-lo em Londres. Na ocasião, Charles declarou que compartilhava com o secretário brasileiro a sua visão "holística" dos problemas do meio ambiente. Igualmente, convidou-o para participar da organização de um movimento internacional que promove a chamada "agricultura natural", em detrimento da agrotecnologia avançada. A "agricultura natural" foi um dos temas de destaque na palestra feita por Lutzenberger em Londres, em 17 de maio, promovida pelo grupo Friends of the Earth - assistida por Charles - e, também, uma das principais propostas do "Decálogo Ambiental" que divulgou para orientar a política ambiental brasileira, no Dia Internacional do Meio Ambiente, em 11 de junho de 1990. Na palestra, Lutzenberger afirmou que, para ele, "a ecologia nunca foi uma questão técnica, mais religiosa”. Em suas primeiras ações à frente da Secretaria do Meio Ambiente, Lutzenberger tomou uma série de atitudes que o qualificam como um fiel representante das oligarquias "verdes" internacionais. Logo de início colocou-se contra o Programa Calha Norte, a conclusão da rodovia BR 364 e os projetos hidrelétricos amazônicos, além de revelar-se um aberto defensor das debt-for-nature swaps e um ferrenho opositor da aplicação do conceito de soberania nacional às questões ambientais. Para impedir a conclusão da BR-364, Lutzenberger chegou a pedir a ajuda de representantes de Ongs estadunidenses, com os quais se reuniu em Washington, em 19 de abril de 1990. Na reunião, segundo o Jornal do Brasil de 20 de abril, Stephen Schwartzman, do EDF, saudou a nomeação de Lutzenberger como "histórica". Outra briga de Lutzenberger se deu com o governador de Rondônia, Jerônimo Santana, que o acusou "trabalhar contra os interesses nacionais" ao induzir o Banco Mundial a adiar a votação de um empréstimo de 200milhões de dólares para o Projeto de Manejo dos Recursos Naturais de Rondônia. Em nota à imprensa, divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo de 10 de abril de 1990, Santana afirmou que Lutzenberger "está fazendo o jogo das multinacionais, que tentam impedir o desenvolvimento da Amazônia e, para isso, utilizam pseudo-entidades ambientalistas, aliás, patrocinadas pelas multinacionais". A Fundação Gaia divulgou documento intitulado "A vida e a obra de José Lutzenberger, o principal ambientalista do Brasil' datado de setembro de 1988, descrevendo o pensamento e atividade, incluindo ainda um cronograma de desembolso financeiro para seis anos, afirmando:” É de se supor que a renda pessoal de Lutz provenha do seu trabalho de consultoria e da fábrica de fertilizantes orgânicos da Riocell, Entretanto, os custos básicos de uma pequena equipe de pessoas para desenvolver e disseminar a filosofia e prática da Fundação Gaia seriam correntes e não-autofinanciáveis. A Fundação Gaia de Londres continuará a levantar fundos para cobrir estes custos correntes da Fundação Gaia (brasileira). Desta forma, o trabalho não será dependente do tempo e da energia que Lutz possa alocar ao levantamento de fundos ““. Em agosto de 1991, o documento foi encaminhado pelo correspondente da revista Executive Intelligence Review (EIR) no Brasil, Lorenzo Carrasco, ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso que investigava ameaças de internacionalização da Amazônia, deputado Átila Lins, que o divulgou com grande repercussão. No dia 20 do mesmo mês, Carrasco depôs na CPI e complementou as denúncias contra Lutzemberger com uma ampla exposição sobre as motivações e a estruturo do movimento ambientalista internacional. A repercussão das denúncias levantou uma onda de indignação contra o secretário, fazendo com que os integrantes da CPI pedissem a sua demissão. Convocado para depor na CPI, o que fez em 18 de setembro, Lutzemberger menosprezou tanto o trabalho dos parlamentares como as denúncias contra ele. Considerando uma "piada” as preocupações com a ameaça de internacionalização da Amazônia, ele mostrou a sua verve cosmopolita afirmando que "tudo o que há de bom no planeta é de todo o mundo”. EIR. Máfia Verde - o ambientalismo a serviço do Governo Mundial. 2a. Edição. Rio de Janeiro, RJ. 2001
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