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Artigos - 21/02/2001
Esta Potência Chamada Brasil
Especialistas dos EUA dizem que Brasil é estratégico para o país Reuters, em Washington
Membros da força-tarefa do Conselho de Relações Exteriores do governo de George W. Bush disseram ontem que os Estados Unidos devem olhar o Brasil como um parceiro estratégico ou correrá o risco de perder o maior mercado da região para a competição européia. Ao recomendar à administração Bush renovar a política norte-americana, eles disseram que não se deve permitir que as diferenças comerciais "envenenem" as relações com o Brasil, cuja economia é duas vezes maior do que a da Rússia e quase do tamanho da economia chinesa. Os especialistas disseram que o Brasil é um parceiro vital para ajudar os Estados Unidos a lidarem com uma crise crescente na Colômbia, a instabilidade nos países andinos e as relações cada vez mais complicadas com um governo populista na Venezuela, importante fornecedor de petróleo. "Muitas coisas estão surgindo ao redor do Brasil", disseram os membros da força-tarefa, em uma carta enviada na semana passada ao presidente norte-americano, George W. Bush, e divulgada na noite de ontem. "Os Estados Unidos concordem ou não, o Brasil tem um papel importante na América do Sul. Devemos começar a escutar as perspectivas brasileiras e considerar o Brasil como um importante parceiro estratégico, tratando-o da forma adequada", escreveram. As relações entre Washington e Brasília foram tensionadas por disputas comerciais em torno das exportações de aço e de suco de laranja brasileiros, e diferenças sobre o ritmo de abertura do hemisfério ao livre comércio. Segundo a força-tarefa, a nova administração norte-americana tem uma boa oportunidade de mudar a política. O presidente Fernando Henrique Cardoso visitará Bush em abril, em seu caminho ao encontro dos presidentes do continente em Quebec, no Canadá. Com um poder de compra de mais de US$ 1 trilhão, o Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2001, disseram os especialistas. Como líder do bloco comercial Mercosul, composto também pela Argentina, Paraguai e Uruguai, o Brasil avançou os laços estratégicos com a União Européia, o que pode sair caro para os Estados Unidos, alerta o estudo. Os brasileiros vêem a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), atualmente em negociação, como favorável aos Estados Unidos, sem acesso recíproco para as exportações brasileiras, completou a carta. |
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