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Ciências - Clima - Tecnologia - O Estado do Paraná - 08/02/2001 Saiba como instalar o seu pára-raios
Segundo Paulo Wohlke, engenheiro eletricista do Crea - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - o órgão é responsável apenas em verificar a responsabilidade técnica dos profissionais que vão instalar o equipamento. Além dos engenheiros eletricistas, técnicos com 2.º grau também estão aptos a instalar os pára-raios. O engenheiro explicou ainda que a manutenção depende do prédio e, principalmente do local onde o pára-raios está instalado. Em sua opinião, locais de maior risco como hospitais, por exemplo, devem fazer manutenção anual. Os prédios podem ser a cada três anos. Sem equipamento O síndico do Edifício Saint Clement, no bairro Água Verde, Marcelo Dorigo, conta que não há um programa preventivo e de manutenção do pára-raios em seu prédio. A última inspeção no equipamento ocorreu há um ano quando o Corpo de Bombeiros esteve no local. Na época o cabo do pára-raios havia se soltado. "Mas não tínhamos visto a falha antes que a iluminação aérea apresentasse problema. Foi uma casualidade", disse. Dorigo garantiu que o assunto já está pautado para a próxima reunião do condomínio. Manutenção O técnico industrial em engenharia elétrica, Alonso Passador, que trabalha na elaboração de projetos elétricos desde 1984, diz que a manutenção de um pára-raios depende da qualidade do solo. Se for pobre, deve ser feita em um curto período de tempo, se for rico, a manutenção pode ser mais espaçada. Passador não soube informar o período exato, porque faz somente os projetos para empresas responsáveis pela instalação, que também são responsáveis pela manutenção. "O projeto deve ser feito por um engenheiro elétrico e qualquer penalidade que possa vir a acontecer, cairá sobre o mesmo, através da Câmara de Engenharia Elétrica do Crea", explica Passador. Segundo José Osmar Alves, técnico em instalação elétrica, um pára-raios deve ser revisado anualmente, ou no máximo dois anos após a instalação. Isso porque, o material utilizado na fabricação deve ser levado em conta. A peça mais vendida é feita de latão cromado, por um custo de R$ 12,00. Já a peça de inox tem um custo mais elevado, R$ 50,00, mas maior durabilidade e mais indicado para ser usado nas praias, porque é mais resistente à maresia e nas torres de chaminés, em função da alta temperatura. "Normalmente fornecemos um termo de responsabilidade de execução, para quem nos solicitou, mas a maioria das instalações que fazemos, não tem projeto, porque ele acaba saindo mais caro do que uma instalação", diz José Osmar. O Corpo de Bombeiros exige a instalação de pára-raios, quando há um reservatório elevado - caixa d'água e segundo eles, a responsabilidade técnica fica por conta do engenheiro. Viviane Ongaro e Camila Age |
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