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Ciências - Genoma - 18/02/2001 Sequenciamento do Chimpanzé pode tirar dúvidas sobre homens JOANNA MARCHANT da "New Scientist" O ser humano parece ser bem diferente de seu parente mais próximo, o chimpanzé. Mas ambos seriam provavelmente classificados no mesmo gênero, caso somente o DNA fosse usado como termo de comparação, segundo Ajit Varki e Pascal Gagneux, da Universidade da Califórnia em San Diego. Os dois afirmam que somente o sequenciamento completo do DNA do chimpanzé poderia demonstrar o que faz dos humanos o que eles são. "Se você estiver olhando do espaço sideral e considerar somente as diferenças de DNA, é certo que cairíamos em um só grupo, junto com os chimpanzés e os bonobos. Seriam os gorilas e os orangotangos que ficariam do lado de fora", afirma Varki. Chimpanzés e humanos compartilham cerca de 99% de seu DNA e, até agora, somente uma grande diferença foi encontrada. Os humanos não têm um certo açúcar que é encontrado na superfície das células do corpo de outros mamíferos. "Temos algumas pistas intrigantes sobre o efeito que isso teria", diz Varki. Ele acha que a diferença poderia causar mudanças no desenvolvimento cerebral e na suscetibilidade a vírus e bactérias. Sequenciar o genoma do chimpanzé também traria benefícios médicos. Esses animais são particularmente resistentes a uma grande variedade de doenças humanas, incluindo Aids, Alzheimer, malária e muitos tipos de câncer, de modo que as diferenças genéticas poderiam levar a novos modos de atacar essas doenças. Svante Pääbo, do Instituto Max Planck para Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha), diz que, se fosse feita a comparação dos dois genomas, o homem ficaria humilhado ao descobrir quanto as duas espécies se parecem. Pelo menos ele encontrou uma coisa que separa os humanos de outros primatas: pessoas diferentes têm seu DNA quase idêntico, diferindo apenas 0,1%, enquanto os chimpanzés têm quatro vezes mais diferenças. Isso apóia a noção de que os humanos evoluíram de um pequeno grupo de ancestrais, enquanto outros primatas vieram de populações maiores. Segundo o estudo, o ser humano é também uma espécie mais nova -todos os homens e mulheres vieram de um ancestral comum, que viveu há cerca de 500 mil anos, enquanto o ancestral comum dos chimpanzés, orangotangos e gorilas viveu entre 1 milhão e 2 milhões de anos atrás. |
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