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Ciências - Cosmologia - 23/02/2001 Asteróide quase eliminou a vida na Terra há
250 milhões de anos A vida sobre o planeta Terra quase desapareceu há 250 milhões de anos, após uma gigantesca colisão entre o planeta e um asteróide. A afirmação é de uma equipe de pesquisadores americanos na revista Science que chega às bancas nesta sexta-feira. Cerca de 90% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres teriam morrido então, segundo as conclusões dos pesquisadores liderados por Luann Becker, da Universidade de Washington. Até agora, o que se sabia era que nesse período houve uma extinção em massa das espécies terrestres, mas a origem dessa extinção era ignorada. Segundo os pesquisadores, a colisão do asteróide não seria diretamente responsável pela extinção em massa. Mas ela pode ter desencadeado um rápido processo catastrófico, que teria durado entre 8 mil e 10 mil anos com importante atividade vulcânica, variações do nível de oxigênio nos oceanos e mudanças no nível dos oceanos e do clima. Nessa época, a Terra era composta por apenas um continente gigante. Os cientistas não sabem precisar em que região do planeta a colisão ocorreu. O objeto celeste que se chocou com o planeta deixou pistas: moléculas complexas de carbono, formando o terceiro estado cristalino conhecido do carbono, além do grafite e do diamante. Descobertas em 1985, estas moléculas possuem pelo menos 60 átomos de carbono e têm a particularidade de formar cadeias fechadas, com moléculas de gases nobres (hélio, argônio) presas em seu interior. Os pesquisadores sabem que os gases contidos no interior dessas moléculas são de origem extraterrestre, já que contêm uma quantidade incomum de isótopos (átomos que possuem um núcleo com uma quantidade constante de prótons e quantidade de elétrons variável). Assim, por exemplo, o hélio terrestre é principalmente hélio-4, e o hélio que se encontra no espaço é o hélio-3. Este tipo de moléculas "prendendo" gases extraterrestres só puderam se formar em estrelas de carbono. As temperaturas extremas e a enorme pressão dos gases existentes nessas estrelas de carbono são sem dúvida a única explicação para a presença do gás "preso" no interior das moléculas de carbono. Moléculas deste tipo foram descobertas no Japão, China e Hungria. Como estas moléculas foram formadas fora de nosso sistema solar, sua concentração nos depósitos sedimentares dos períodos permiano e triásico significa que foram depositadas por um asteróide ou um cometa. Os pesquisadores acreditam que o objeto em questão poderia medir entre 6 e 12 km de largura, tamanho equivalente ao asteróide que teria provocado a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos. |
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