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Educação Ambiental Preservar ou conservar, eis a questão Martin Roeder Preliminarmente devemos fazer algumas considerações à respeito de um setor que representa aproximadamente 5% do PIB brasileiro. Considerações de natureza social, política e econômica e significado do vocábulo. Preservar, segundo o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa do antigo Ministério da Educação e Cultura significa: "livrar de algum mal; defender; resguardar", enquanto conservar quer dizer "manter; preservar; guardar; reter". O ambiente, no Brasil, está dividido em cinco regiões que como iremos perceber são bem distintas entre si, razão pela qual podemos em vários aspectos raciocinar o Brasil, como que dividido em pequenos "Brasis", para facilitar o entendimento de determinados fenômenos e sentir a importância que representa uma política de integração séria e voltada, realmente, para os interesses do nosso povo. Nunca é demais lembrar que o Governo existe, em função de que existe povo e não o contrário disso. Assim, consideremos um Brasil iniciando pela Amazônia, ao norte, formado por planícies de florestas equatoriais atravessadas por grandes rios. Na região da Serra dos Carajás, temos uma grande formação de minerais do mundo, se não a maior, onde encontramos ferro, manganês, cobre, níquel e bauxita. A economia desta região é fundamentalmente extrativista. No nordeste temos o nosso sertão, formado por planaltos cristalinos, com clima semi-árido e uma vegetação rala, razão pela qual a economia que predomina na região é a pecuária. Na faixa litorânea mais úmida, que é conhecida como zona da Mata, a economia gira ao redor da cana de açúcar e do cacau. No sudeste, temos a região de grande desenvolvimento econômico, sendo o seu relevo formado por longos planaltos, contidos ao leste pela serra do Mar. É uma região fortemente agrícola onde os principais produtos são o café, algodão, cana de açúcar e milho. A região sul compreende o planalto Meridional e é a principal área agrícola do país, onde se destacam o café, soja, trigo e milho. Lá no extremo sul, nos chamados campos gaúchos temos uma importante concentração de criação de bovinos. E, finalmente o centro-oeste, formado por extensas planícies onde a pecuária é dominante. Por outro lado o Brasil como um todo possui uma população de 161.790.311 (dados de 1998), com um crescimento anual de 1,8% (entre 1980 e 1996), estando estimada para o ano de 2015 uma população da ordem de 199.600.000 brasileiros e um crescimento anual de 1,14% de 1995 a 2015. O Brasil possui uma população urbana de 79,0% (1996) com um crescimento estimado de 3,0%. Em relação à educação os números são alarmantes, tanto quanto os indicadores sociais de um modo geral. Somos um país onde existem 85% de analfabetos. Aqui vale a pena um comentário. Considera-se alfabetizado o cidadão que consegue ler e interpretar o que leu, ou entendeu o que leu, como desejam alguns. Isto posto, cabe uma pergunta que cada um dos leitores que com base nas suas próprias experiências, saberão responder: será que aqui nessa estatísticas estão considerados os analfabetos que passaram pelas universidades? Os que estão nos poderes da República? Estão na universidades aproximadamente1,5% da nossa população dos quais a raça negra, por exemplo, tem uma presença absolutamente insignificante. Será porque? A economia do país indica que temos um PIB "per capta" de U$4.798 e que a nossa dependência de importação de alimentos é da ordem de 9%(1994), e consumimos 89,4 Kg (1994/1996) por hectare de fertilizante. Diferentemente de outros produtos, a madeira representa uma fonte renovável, o que nos leva facilmente à conclusão de que ao invés das áreas onde se encontram serem preservadas devem, isso sim, serem conservadas. E é isso que fazem as indústrias de transformação da madeira, genericamente designada por madeireiras. Conservam até porque necessitam sobreviver como empresários que geram divisas e empregos. É estratégico que a matéria prima não se esgote e esteja o mais próximo possível da indústria. É necessário que tenhamos florestas implantadas com mais alternativas, além da dobradinha pinus x eucaliptus .O madeireiro não deseja depredar absolutamente nada! O governo, as universidades, devem oferecer alternativas e aí sim , preservar espécies nativas que é o que todos desejamos. Cabe às universidades, desenvolver pesquisas visando suprir essa demanda, por ser matéria de interesse nacional e de todo o planeta. A Amazônia, necessita ser preservada. O Brasil, está deixando de preservar seu patrimônio. Estamos "entregando" tudo! Possuímos Forças Armadas, Polícia Federal, Universidades etc.., enfim, todo o país necessita reagir à essa devastação generalizada, e em particular à que se realiza na Amazônia. Os criminosos que devastam existem, todos sabemos. Porque existem? quem são eles? Será que são "braços avançados" dos madeireiros de fato, instalados regularmente e que não sonegam impostos? Porque o governo não atua fortemente desde a concessão do Alvará para funcionar uma serraria por exemplo até o consumidor final? Não tem pessoal para isso? Porque não tem? Porque não existem nos seus quadros funcionais, ou falta vontade política mesmo? É mais fácil mostrar uma meia dúzia de bandidos para todos como representantes de uma categoria do que controlar o setor. Mais uma vez, a falta absoluta de competência e sabe Deus do que mais... Que tal o governo incentivar a implantação de florestas! Quem sabe isso não pese tanto aos nossos cofres como os socorros aos bancos, incentivo às montadoras, que geram quase nada de novos empregos etc... O incentivo às florestas implantadas, com certeza irão gerar milhares de empregos pelo país afora. Não há espaço mais democrático do que as florestas. Os madeireiros estão buscando a cada dia o aprimoramento do seus funcionários em todos os níveis, visando, entre outros benefícios, o da redução de custos pela redução das perdas advindas dos novos conhecimentos adquiridos. Felizmente a Universidade Federal do Paraná, criou um curso pioneiro no Brasil, o de Engenharia Industrial Madeireira, que vai, sem dúvidas, auxiliar o País a cuidar melhor dos seus recursos naturais, uma vez que serão engenheiros formados especialmente para as indústrias madeireiras. O mercado está aguardando com ansiedade a primeira turma. A Fundação Hugo Simas, tem acompanhado e auxiliado aos madeireiros e pretende ao longo de 2001 fazê-lo com maior intensidade ainda. Encerrando, lembramos que o conhecimento, os funcionários do país, estados e municípios possuem e estão aí, disponíveis. É uma questão de priorizar seu uso. Um bom exemplo disso, ocorreu durante a construção da Ferroeste, onde estabeleceu-se uma parceria entre o Exército Brasileiro e o Governo do Paraná. Essa cooperação, recebeu o título de "Uma parceria de amor pelo Brasil". Que tal o exemplo? Martin Roeder é professor da UFPR e presidente da Fundação Hugo Simas. |
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