Educação Ambiental

A FLORESTA E A ÁGUA

Distribuição global da vegetação no planeta

O clima é um fator ambiental que apresenta padrões globais no que se refere aos aspectos como temperatura, precipitação e luminosidade. As mudanças que ocorrem no clima, como decorrência do aumento da latitude, produzem diferentes condições nas comunidades de animais e vegetais, dependendo da parte do mundo onde essas se encontram localizadas. As diferentes condições climáticas favorecem o surgimento de diferentes gêneros de plantas. Na figura 17, observam-se os tipos de vegetação associados à variação latitudinal no clima da região do Equador para os pólos.

Floresta Tropical - Plantas sempre verde
Floresta Pluvial Temperada - Descídual
Floresta Boreal de Coníferas - sempre verde
Tundra - árvores anãs

Figura 17. Tipos de vegetação associados à variação latitudinal no clima do Equador para os pólos. Fonte: Adaptado de CHAPMAN & REISS (1992).

O clima quente e úmido das terras baixas tropicais apresentam uma grande diversidade de vegetais, com árvores de grande porte, pequenas árvores no sub-bosque, um grande número de cipós e epífitas e uma dispersa flora de solo capaz de tolerar um sombreamento extremo (Figura 18). As florestas tropicais das terras baixas são sempre verdes, com enormes folhas capazes de absorver a luz em maior quantidade.


Figura 18. A floresta tropical e sua exuberância.

A mudança mais óbvia está na temperatura mínima, que diminui acima de 10°C nas terras baixas tropicais até abaixo do ponto de congelamento (0°C) em regiões temperadas. Baixas temperaturas de inverno coincidem com dias curtos e baixas intensidades de luz. Nas maiores latitudes, o inverno é longo e frio. As comunidades florestais dessas áreas, as florestas boreais, são compostas principalmente por coníferas sempre-verdes (Figura 19).


Figura 19. A floresta boreal e suas coníferas sempre verdes.

Na região dos pólos, a estação de crescimento é bem menor. A altura das florestas boreais tende a diminuir e ocorrem apenas árvores baixas. A vegetação constituída de árvores de pequeno porte é chamada de tundra. Na região da tundra, o frio é tão intenso que muitos solos estão permanentemente congelados (Figura 20). A reduzida estação de crescimento, o permanente congelamento e os severos invernos impedem a ocupação da área por parte das árvores. Nesta região, a neve protege as plantas como um cobertor durante os meses de inverno muito frio.


Figura 20. A tundra e o solo permanentemente congelado.

A precipitação pluviométrica é outro parâmetro muito importante do clima, que por sua vez influencia nas diferentes comunidades de animais e vegetais. Na figura 21, verifica-se a influência da chuva na estrutura das comunidades vegetais.


Figura 21. A influência da chuva na estrutura das comunidades vegetais. Fonte: Adaptado de CHAPMAN & REISS (1992).

Nas florestas tropicais verificam-se elevados índices de precipitação. Isso ocorre devido à alta evaporação e transpiração proporcionadas pelas altas temperaturas. Este constante reabastecimento de água, via precipitação, é um dos principais fatores que sustentam a exuberante vegetação (Figura 22).


Figura 22. Visão das copas de uma floresta tropical.

Nas florestas tropicais, a exuberância de vida deve-se ao clima quente e úmido dominante. Insensível à variação das estações, o clima dessas regiões moldou imperceptivelmente a natureza. Em pleno trópico não existem primaveras ou invernos, mas apenas um verão perpétuo. A temperatura média, constante e elevada, varia apenas de 3oC entre janeiro e junho; a média anual é de 26oC. Ao transitar entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, o sol deixa uma esteira de ar aquecido, que se eleva, resfria e despeja seu conteúdo líquido em forma de chuva. As precipitações médias anuais são de 2.250 milímetros. Nos períodos mais chuvosos, verdadeiros dilúvios podem despejar até 750 milímetros de água em poucos dias. Em tais períodos, o teto vegetal da floresta goteja incessantemente, mesmo sob céu azul. Debaixo dele, a atmosfera permanece carregada de umidade e o ar abafado e sufocante. Impedindo a penetração de vento e do sol, as copas das árvores retardam a evaporação durante o dia; à noite, funcionam como uma gigantesca estufa e retêm o calor do dia. Sob tais condições, a vida vegetal prolifera com extraordinário vigor. Cada porção de espaço vital, na cúpula batida pelo sol, é disputada por inúmeras folhas novas; nas clareiras, os bambus chegam a crescer à razão de 30 centímetros por dia.

Em condições de seca permanente, somente sobrevivem plantas adaptadas fisiologicamente que conseguem armazenar água nas folhas e tronco, como é o caso do cactos e outras plantas suculentas (Figura 23). As espécies tolerantes à seca ocorrem como arbusto de baixo porte e capim em comunidades semidesertas. As temperaturas diminuem em direção aos pólos; por sua vez a quantidade de água necessária para a evapo-transpiração também diminui. Nesse caso, os efeitos das variações de precipitação são menos importantes que os dos invernos rudes. Logo, os efeitos da variação nas quantidades de chuva são mais evidentes nas baixas latitudes, ou seja, próximo do Equador.


Figura 23. Aspecto da caatinga, encontrada no Brasil, principalmente no nordeste brasileiro.

Publicado pela AFUBRA
Associação dos Fumicultores do Brasil

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