Educação Ambiental

A FLORESTA E A ÁGUA

Efeitos das florestas sobre as águas

O papel da floresta no equilíbrio dos ecossistemas sempre ocupou um lugar de destaque. No entanto, a floresta também exerce influência importante na vida urbana e rural, embora somente nas últimas décadas tenham sido dada a devida atenção sobre a influência que promovem sobre o clima, solo e a água, motivada provavelmente pela crescente industrialização e urbanização, pelo aumento da população e da complexidade urbana, e das necessidades de melhoria na qualidade de vida da população. A importância das florestas no balanço hídrico não está ligada ao aumento da água no solo, ou da precipitação, mas ao efeito regulador que as florestas exercem sobre esse balanço. Na floresta Amazônica, que ocorre em extensas áreas, é provável que 50% do vapor da água que se transforma em chuvas sejam provenientes da evapotranspiração da própria vegetação, exercendo, dessa maneira, papel importante no transporte vertical do vapor de água para a atmosfera e para a precipitação média anual (figura 24).


Figura 24. Aspecto da floresta amazônica. Fonte: SCHUMACHER & HOPPE (1997).

No entanto, em uma floresta de pequenas dimensões, a precipitação depende totalmente das correntes atmosféricas de outras regiões. O ciclo da água é considerado como um fator de formação e de controle do clima, principalmente porque ele não é produto do próprio clima e também porque a água tem influência direta na umidade atmosférica, na precipitação e no escorrimento superficial, nas trocas energéticas e na liberação e absorção de calor.

As florestas e a dinâmica da água no solo

A manta de material intemperizado que se encontra na superfície da crosta terrestre é classificada em duas zonas: zona de aeração e zona de saturação. A água subsuperficial, ou seja, a água do solo e a água subterrânea se encontram nos espaços da crosta terrestre (figura 25).


Figura 25. Ocorrência da água do solo e da água subterrânea na crosta terrestre. Fonte: Adaptado de LIMA (1986).

A floresta, interceptando a chuva, permite que uma parte dessa precipitação seja evaporada das copas e outra parte infiltre através das raízes ou pelo escorrimento através dos troncos, enquanto a parte restante chega ao solo através dos gotejamentos das copas. Numa floresta, a forma da copa da árvore desempenha um papel fundamental quanto à distribuição da água das chuvas para o solo. Podemos ordenar os ramos das árvores em dois tipos:

Forma de Funil

São encontrados em árvores em que os galhos, ao longo da copa, estão arranjados na forma de funil, conduzindo toda a água para o tronco da árvore, onde se concentra e escorre até o solo, resultando no acúmulo de água próximo do pé da árvore. Este tipo de arranjo dos ramos é comum nas espécies folhosas como o Cedro, Timbaúva e Canjerana (figura 26).


Figura 26. Distribuição da chuva na copa das árvores tipo funil. Fonte: Adaptado de OTTO (1994).

Forma de guarda-chuva

São encontrados em árvores em que os ramos apresentam-se de forma pendida dos troncos para as laterais. Assim que a água da chuva toca a copa como um todo, esta juntamente com aquela do tronco tendem a escorrer para as extremidades dos galhos, resultando num maior acúmulo de água na linha de projeção da copa da árvore. Este tipo de arranjo é típico das coníferas, como, por exemplo, o Pinus e o Ciprestes (figura 27).


Figura 27. Distribuição da chuva na copa das árvores tipo guarda-chuva. Fonte: Adaptado de OTTO (1994).

Publicado pela AFUBRA
Associação dos Fumicultores do Brasil

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