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A COMPLEXIDADE DOS ECOSSISTEMAS Publicado
pela AFUBRA CARACTERIZAÇÃO DO ECOSSISTEMA Considerando que o ecossistema é o resultado da inter-relação, mais ou menos homogênea, entre os fatores bióticos e abióticos de um determinado meio, pode-se caracterizá-lo através dos seguintes aspectos: Um ecossistema é uma unidade estrutural composta de fatores bióticos(seres vivos) e abióticos (seres não vivos) do ambiente, como árvores, arbustos, vegetação rasteira, animais, húmus, solo, rocha, atmosfera e processos climáticos. Os ecossistemas terrestres normalmente são formados por uma comunidade biótica complexa, em interação com o solo, atmosfera, uma fonte de energia (o sol) e um suprimento de água. O ecossistema é uma unidade funcional com constante fluxo de energia que entra e sai do sistema, movimentando permanentemente fluxo de substâncias. A produção da matéria orgânica pelo ecossistema está intimamente ligada ao fluxo de energia, ao balanço hídrico e à reciclagem dos elementos minerais. Na Figura 9, verifica-se o ciclo da água no ecossistema florestal.
Um ecossistema é uma unidade complexa com variedades e variações de formas de vida, populações e características. ecossistema sofre mudanças temporais não sendo estático. Além da contínua troca de matéria e energia, sua estrutura modifica-se com o passar do tempo.
Para melhor entendimento da funcionalidade dos ecossistemas, costuma-se dividir a superfície do globo terrestre em três grandes tipos principais além de outro tipo de transição ECOSSISTEMAS DE ÁGUA SALGADA Compreende os grandes reservatórios de água salgada representados pelos oceanos e mares, onde o homem desenvolve a atividade pesqueira. A Figura 11, contempla a estrutura de um ecossistema aquático com toda a sua complexidade.
ECOSSISTEMAS DE ÁGUA DOCE Este tipo de ecossistema é constituído pelos rios, riachos, córregos, lagos e lagoas caracterizando uma enorme biodiversidade de espécies vegetais e animais. Tais ecossistemas também proporcionam oferta de alimentos através da produção de peixes. (Figura 12)
ECOSSISTEMAS DO MEIO TERRESTRE A superfície da terra é o meio mais importante para o homem, pois este ecossistema garante a manutenção da humanidade, transformando-se no suporte físico para a construção de suas necessidades, sendo também a maior fonte de oferta de alimentos para a população. Estes ecossistemas são formados por florestas, savanas ou cerrado, caatinga, estepe, pantanal, entre outros. Na Figura 13 observa-se um ecossistema de meio terrestre.
SAVANA OU CERRADO Trata-se de uma vegetação xeromorfa, preferencialmente de clima estacional, semi-árido (mais ou menos seis meses secos), podendo também ser encontrada em clima ombrófilo. (Figura 14)
CAATINGA Este tipo de ecossistema é formado principalmente por vegetais lenhosos em misturas com cactos e bromélias. Trata-se de uma vegetação característica de grande parte do nordeste brasileiro inclusive o nordeste de Minas Gerais. As espécies que ali ocorrem são espinhentas ou aculeadas e as ervas e capins só vegetam no período das chuvas. Apresenta também vegetação xerófita descídua com algumas plantas suculentas que são oferecidas aos animais na época do auge das secas, como fonte de água. (Figura 15)
PANTANAL No Brasil, o pantanal mato-grossense é formado por uma planície aluvial constituída por uma área de 139 milhões de hectares, cuja altitude varia entre 100 e 200 metros. É cercado no lado brasileiro pelo planalto, coberto por cerrado. Constitui-se de uma grande área de alagados, alimentada por vários rios que ali deságuam e que nas épocas das cheias fertilizam o solo pela deposição de sedimentos formados de restos de animais e vegetais transportados pela água (Figura 16). A vegetação é formada por uma mistura complexa e exuberante de vegetais, constituindo-se numa grande biodiversidade.
ESTEPE Este tipo de vegetação encontra-se também na região subtropical brasileira, onde as plantas são submetidas a dupla estacionalidade - uma fisiológica, provocada pelo frio das frentes polares, e outra seca, mais curta, com déficit hídrico. Um exemplo de estepe degradada pelo mau uso da terra pode ser observado nas áreas de arenização dos municípios de Alegrete e Itaqui no Rio Grande do Sul, onde os campos são quase desprovidos de vegetação em época desfavorável. (Figura 17)
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