A COMPLEXIDADE DOS ECOSSISTEMAS

Publicado pela AFUBRA
Associação dos Fumicultores do Brasil

ECOSSISTEMAS DE TRANSIÇÃO
Estes são formados pelos mangues, brejos e pântanos que ocupam os espaços existentes entre os ecossistemas aquáticos e os terrestres. No caso específico do mangue, este é um ecossistema da terra com forte influência do meio marinho.


Figura 18. Ecossistema de transição formado por Manguesais. Fonte: RIZZINI et al (1988).

ECOSSISTEMA FLORESTAL

Conhecer as interações e o funcionamento dos ecossistemas florestais é importante porque as florestas têm participação especial no equilíbrio do ambiente, proporcionando condições de produtividade em todos os aspectos.

A floresta contribui muito para a conservação da produtividade dos sítios, na circulação e purificação do ar, na manutenção da flora e da fauna e especialmente na qualidade da água doce que as populações dos reinos animais e vegetais consomem.

Ainda a floresta e suas comunidades vegetais se transformam na maior fonte de produção primária que irá fornecer a sustentação para toda a cadeia alimentar. Além disso fornecem a madeira que é a matéria-prima usada para diversas finalidades que atendem às necessidades do homem.

Os ecossistemas florestais, distribuídos em grandes áreas da biosfera, são constituídos por vasta complexidade e grande diversidade de espécies, as quais utilizam a energia solar para a produção de biomassa.

Estas grandes massas de produtores lenhosos e herbáceos abastecem com alimentos os consumidores de primeira ordem, representados pelos animais herbívoros que se alimentam de folhagem, gramíneas, raízes e bulbos, frutas, sementes, e pelos insetos que se utilizam de pólen e néctar. Assim, cada espécie florestal abriga um grande número de consumidores. Quando a comunidade florestal encontra-se em equilíbrio com o meio, cada um dos níveis tróficos encontra a sua estabilidade.

Os efeitos que asseguram este equilíbrio dinâmico correspondem essencialmente às relações de alimentação de populações e aos ritmos dos fatores ecológicos. Um desequilíbrio num nível de consumo dá lugar a grandes processos que ocasionam o aumento da população de exterminadores, principalmente dos insetos que possuem um potencial de multiplicação muito elevado.

TIPOS DE ECOSSISTEMAS FLORESTAIS

FLORESTA OMBRÓFILA

A denominação Floresta Ombrófila surgiu em substituição a Floresta Pluvial Tropical. Ambas, porém, têm o mesmo significado "amigo das chuvas".

O termo Ombrófilo é de origem grega, enquanto o termo Pluvial tem origem latina, e caracterizam as fisionomias ecológicas tropicais e costeiras. (Figura 19)


Figura 19. Aspecto de um ecossistema florestal Ombrófilo.

Dentro da área de ocorrência natural da floresta Ombrófila, encontram-se ecossistemas específicos de acordo com as características edafoclimáticas de cada região.

Floresta Ombrófila Densa Aluvial

Trata-se de uma formação ribeirinha ou mata ciliar que ocorre ao longo dos cursos de água, ocupando os terraços antigos das planícies quaternárias. Tal formação é constituída por espécies vegetais com alturas variando de 5 a 50 metros, de rápido crescimento, em geral de casca lisa, tronco cônico e raízes tabulares.

Nessa floresta encontram-se muitas palmeiras no estrato dominado e na submata, havendo espécies que não ultrapassam os 5 metros de altura. Observa-se também algumas plantas não lenhosas na superfície do solo. Em contrapartida, a formação apresenta muitos cipós lenhosos e herbáceos, além de um grande número de epífitas e poncas parasitas, conforme mostra a Figura 20.


Figura 20. Aspecto de uma floresta Ombrófila Densa Aluvial.

Floresta Ombrófila Mista
(Floresta de Araucária)

Este tipo de ecossistema florestal, também conhecido como "mata-de-araucária", é um tipo de vegetação do planalto meridional, onde ocorria com uma abrangência de 250.000 km2, distribuída nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

Esta floresta apresenta formações florísticas em refúgios situados nas Serras do Mar e da Mantiqueira, muito embora no passado tenha se expandido bem mais ao norte, porque a familia Araucariaceae apresentava dispersão paleogeográfica que sugere ocupação bem diferente da atual. A composição florística deste tipo de vegetação é dominada por gêneros primitivos como Drymis, Araucária (australásicos) e Podocarpus (afro-asiático), que sugerem, em face da altitude e da latitude do planalto meridional, uma ocupação recente a partir de refúgios alto-montanos. (Figura 21)


Figura 21. Aspecto de uma floresta natural de Araucária.

Floresta Ombrófila Mista Aluvial

Este tipo de floresta caracteriza-se por formações ribeirinhas e ocupa sempre os terrenos aluviais, situados nos deflúvios das serras costeiras voltadas para o interior e nos planaltos dominados pela Araucaria angustifolia (Pinheiro brasileiro), associada a outros tipos de vegetais.

Além da Araucária também encontra-se o Podocarpus lamberti (Pinheiro bravo) que é típico desta altitude. No Sul do Brasil, a Floresta Aluvial é constituída principalmente pela Araucaria angustifolia, Luehea divaricata (Açoitacavalo) e Blepharocalyx salicífolius (murta), no estrato emergente, e pela Sebastiania commersoniana (branquilho), no estrato arbóreo contínuo. Na Figura 22, observa-se um exemplo deste tipo de floresta.


Figura 22. Aspecto de uma floresta Ombrófila Mista Aluvial. Fonte: RIZZINI, 1988.

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