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A COMPLEXIDADE DOS ECOSSISTEMAS Publicado pela
AFUBRA FLORESTA ESTACIONAL O conceito ecológico deste tipo de vegetação está relacionado com a dupla estacionalidade climática. Uma tropical, com época de intensas chuvas de verão seguida por estiagens acentuadas, e outra subtropical sem período seco, mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio do inverno, com temperaturas inferiores a 15º C. Floresta Estacional Semidecidual Neste tipo de vegetação, a percentagem de árvores caducifólias no conjunto florestal situa-se entre 20 e 50%. Esta floresta possui dominância dos gêneros amazônicos de distribuição brasileira, como por exemplo: Parapitadenia sp., Peltophoram sp., Cariniana sp., Tabebuia sp., Astronium sp. e outros de menor importancia fisionômica. Floresta Estacional Semidecidual Aluvial Tal formação florestal é encontrada com maior freqüência na grande depressão pantaneira mato-grossense-do-sul, sempre margeando os afluentes da bacia do rio Paraguai. Nesta formação existem em grande abundância várias espécies do gênero Tabebuia. Ao longo dos rios Paraná, Paranapanema e Piquiri são bastante freqüentes as espécies: Callephylum brasilIense (guarandi), Tapirira guianensis(Cupiuna), Podocarpus sellowii (Pinheirobravo), Cedrela lillei (Cedrilho), Guareaguidonia (Catiguá) etc. Floresta Estacional Decidual Este tipo de vegetação é caracterizado por duas estações climáticas bem demarcadas, uma chuvosa seguida de longo período biologicamente seco. Nesta floresta o estrato dominante é basicamente caducifólio, com mais de 50% dos indivíduos desprovidos de folhagem no período desfavorável. No Estado do Rio Grande do Sul, o estrato florestal emergente apresenta-se completamente caducifólio, o que ocasiona, provavelmente a estacionalidade fisiológica dos indivíduos da floresta. A Figura 23, apresenta as características deste tipo de floresta.
Floresta Estacional Decidual Aluvial Este ecossistema florestal, quase que exclusivo das bacias dos rios do Estado do Rio Grande do Sul, encontra-se intensamente degradado dos seus indivíduos principais através da exploração indiscriminada. Este tipo de floresta ocupa principalmente os terraços fluviais dos rios Jacuí, Ibicuí, Santa Maria e Uruguai. Também ocorre nas várzeas do rio Paraguai, no Estado de Mato Grosso do Sul, onde a drenagem é dificultada pelo pouco desnível do rio. A composição florística desta formação é ocupada preferencialmente por espécies deciduais, adaptadas ao ambiente aluvial, onde dominam espécies como: Luehea divaricata (açoita-cavalo), Vitex megapotamica (tarumã), Inga uruguensis (ingá), Ruprechtia laxiflora (farinha seca) e a Sebastiana commersoniana (branquilho) e outros. (Figura 24)
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