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A
COMPLEXIDADE DOS ECOSSISTEMAS
Publicado
pela AFUBRA
Associação dos Fumicultores do Brasil
CONCLUSÃO
A realidade nos mostra que os esforços realizados até o
momento, por alguns setores da sociedade para a preservação ambiental, não
atingem resultados satisfatórios. Isso pode ser atribuído ao complexo mundo
dos ecossistemas que, além de ser o suporte da humanidade, é o grande meio da
vida silvestre. O desconhecimento e as próprias dificuldades que se possui de
entender os emaranhados ambientes dos ecossistemas levam o homem ao uso
irracional deste meio ecológico. Por outro lado, a falta de um gerenciamento
racional da natureza não estimula a autêntica conservação do ambiente.
Desta maneira a paisagem natural passa a ser agredida de modo inconseqüente, na
busca de retornos imediatos, sem a preocupação com as conseqüências futuras.
Face a grande desconsideração com os aspectos ecológicos, é importante uma
tomada de consciência e um alerta geral no que se refere à sobrevivência da
humanidade sobre a terra. A ciência necessita ser trabalhada para que os
pesquisadores envolvam-se com o que se chama de Ecologia Social, descobrindo e
definindo princípios que resultem no equilíbrio lógico e que permitam a
sobrevivência harmônica dos seres na superfície terrestre. Assim sendo,
tem-se que trabalhar no sentido de levar informações sobre o ambiente a todas
as camadas sociais, na expectativa de que cada indivíduo seja atingido por uma
consciência ecológica possível de reverter o processo de degradação
assustadora que continua nos assolando. Ao cientista cabe a função de
pesquisar, reunir e integrar informações pertinentes ao ambiente para que
instituições públicas e privadas utilizem estes conhecimentos em prol da
preservação. É necessário que os pesquisadores gerem e difundam o
conhecimento para que outros possam aprimorar e aplicar em suas tecnologias na
busca de resultados satisfatórios, eficientes e adequados a cada realidade.
Isto é, para que possam produzir sem degradar o ambiente, evitando o
descompasso entre o progresso científico e tecnológico de um lado, e o
progresso moral e educacional do outro. É importante lembrar mais uma vez que
da preservação dos ecossistemas depende a vida sobre a terra. Por isso é
fundamental que cada cidadão assuma o compromisso de cuidar do ambiente que lhe
pertence, pois através do somatório de todos estes cuidados estaremos
garantindo a sobrevivência das gerações futuras.
GLOSSÁRIO
Abióticos: são todos os componentes
não-vivos que fazem
parte do ecossistema;
Aluvial: material transportado pelas água das chuvas e depositado junto às margens
de rios e baixadas;
Amonificação: processo de formação de amônia, que no solo, ocorre a partir
da degradação de aminoácidos realizada por bactérias específicas;
Anaeróbio: organismo que respira anaerobicamente (ver respiração anaeróbica);
Autotrófico: seres vivos capazes de produzir seu próprio alimento. Exemplo:
vegetais;
Balanço hídrico: relação entre a quantidade de água que uma planta absorve e
a que elimina pela transpiração;
Biocenose: termo usado também para designar ecossistema, comunidade de plantas
e animais;
Biodiversidade: diferentes tipos de animais e vegetais que ocorrem num
determinado ecossistema;
Biomassa: é quantidade de massa de seres ou de órgãos vivos, presentes num
determinado tempo por unidade de área ou volume de água, que se encontram
sobre o solo e nos oceanos.
Biosfera: é a camada da atmosfera (0-20 km de altura) onde existem vida animal
e vegetal;
Bióticos: são todos os seres vivos que compõe um ecossistema;
Biota: componentes vivos de um determinado ecossistema;
Biótopo: refere-se a um certo espaço ou ambiente onde os fatores físicos e
biológicos se interagem, formando condições mínimas para a manutenção de
um ou de muitos organismos;
Cadeia alimentar: série de organismos de um ecossistema através dos quais a
energia alimentar oriunda dos produtores é transferida de um organismo para o
outro numa seqüência de organismos que ingerem e são ingeridos;
Caducifólias: plantas que perdem as folhas durante a estação seca ou fria;
Chuva ácida: chuva contendo compostos ácidos, principalmente óxido de
enxofre, que se encontram na atmosfera, como decorrência de atividades
industriais, queima de carvão mineral e de combustíveis fósseis;
Cianobactéria: denominação dada, recentemente, à antiga "alga
verde-azul". Trata-se de um procariota fixado de N2 atmosférico;
Clima ombrófilo: ocorre em regiões tropicais com chuvas abundantes;
Desciduais: folhas que se desprendem precocemente;
Decomposição: processo de desintegração da estrutura da matéria orgânica
em que moléculas orgânicas complexas se transformam em substâncias simples
(dióxido de carbono, água e componentes minerais) atingindo, no solo um estado
final de húmus;
Deflúvio: refere-se ao escoamento dos líquidos;
Desnitrificação: processo de degradação do nitrato que ocorre geralmente em
condições anaeróbicas, onde as bactérias desnitrificantes (Pseudomonas
desnitrificans) formam principalmente o óxido nitroso N2O) e nitrogênio
molecular (N);
Edafo-climático: refere-se às condições de solo e clima de um determinado
ecossistema;
Epífitas: vegetais que vivem sobre outros, sem retirar nutrimento, apenas
fixando-se neles;
Estacional: indica período ou influência da estação do ano. Exemplo:
nordeste brasileiro, estacional de chuva (inverno), estacional seco (verão);
Estômatos: são pequenas aberturas encontradas nas células da epiderme das
folhas e que controlam a entrada e a saída de gases necessários à respiração
e à fotossíntese bem como regulam a saída de água no estado de vapor;
Evapotranspiração: processo que sofre a água, podendo ser dividido em dois
componentes principais: a) água que é evaporada diretamente da superfície do
solo; b) água que vai para a atmosfera através da planta, principalmente pela
transpiração do vegetal e pela evaporação da água depositada, por irrigação,
chuva ou orvalho, na superfície das folhas;
Fitoplâncton: organismos vegetais produtores primários do plâncton;
Fixação biológica de Nitrogênio: processo biológico efetuado por bactérias
que vivem, na sua maioria em simbiose com as raízes das plantas;
Floresta boreal: floresta com predominância de coníferas que ocorre no hemisfério
norte: Canadá, Escandinávia,Sibéria e norte da Rússia;
Floresta temperada: floresta mista, de coníferas e árvores de folhas largas
distribuída em grande parte da América do Norte, norte da Europa central,
ocorrendo também na Flórida, Nova Zelândia e leste da China;
Fossilização: conjunto de processos naturais que permitem a conservação dos
restos ou vestígios de fósseis;
Guano: depósito de dejetos de aves que vivem na costa do Peru, rico em fósforo
muito importante para a ciclagem deste elemento;
Heterotróficos: seres vivos incapazes de produzir seu próprio alimento, sendo
obrigados a retirar a matéria e a energia de outros organismos. Exemplo:
cavalo;
Húmus: mistura de matéria orgânica parcialmente decomposta, células
microbianas e partículas que se forma nas camadas superiores do solo. É um colóide
orgânico, amorfo, praticamente insolúvel em água, mas solúvel em solução
alcalina diluída (de NaOH ou KOH), de coloração escura (marrom ou preta),
rico em carbono(50%), nitrogênio (5%) e menores quantidades de oxigênio,
enxofre, fósforo e outros elementos;
Íon: átomo ou agrupamento de átomos com excesso ou falta de cargas elétricas
negativas;
Lixiviação: processo de remoção do solo, de sais simples e de outras substâncias
solúveis em água, com a conseqüente perda desses componentes pela água de
drenagem;
Macroconsumidores: o mesmo que heterotróficos;
Mata ciliar: é o mesmo que mata de galeria, mata ripária ou ribeirinha. Esta
mata encontra-se na margem de rios, riachos ou córregos, beneficiando-se da
disponibilidade de água e nutrientes que se acumulam nas margens. Da mesma
forma, a mata ciliar beneficia o curso d'água que margeia, protegendo as
margens contra erosão, evitando assoreamento;
Nitrificação: processo de formação de nitrato que ocorre em solos arejados e
ecossistemas aquáticos, iniciando-se pela oxidação da amônia em nitrito,
pelas bactérias do gênero Nitrosomonas, sendo este oxidado, pelas bactérias
do gênero nitrobacter, formando nitratos;
Nível trófico: posição que o indivíduo ocupa na cadeia alimentar;
Oxidação: processo de combinação de uma substância com o oxigênio.
Exemplo: formação de ferrugem;
Paleogeográfica: configuração da superfície terrestre nas épocas geológicas
passadas;
Plâncton: minúsculos organismos que vivem como flutuantes em ecossistemas aquáticos;
Procarioto: organismo, geralmente unicelular, cuja célula mãe não possui núcleo
individualizado. Exemplos: bactérias e cianobactérias;
Raízes tabulares: raízes achatadas que auxiliam na fixação e sustentação
da planta e permitem a respiração radicular;
Redução: processo em que ocorre a diminuição do número de cargas positivas
de um íon;
Respiração anaeróbica: respiração onde o oxigênio molecular não
participa, sendo um composto inorgânico o aceptor de elétron (oxidante). Os
organismos sobre os quais o 02 age como substância tóxica são denominados de
"anaeróbicos obrigatórios", como por exemplo as bactérias que
utilizam sulfatos e carbonatos como aceptores de elétrons;
Rhizobium: gênero de bactérias heterotróficas, capazes de formar nódulos
simbióticos nas raízes de plantas Ieguminosas, como é o caso da soja e do
angico. Nesses nódulos, a bactéria fixa o nitrogênio atmosférico que é
utilizado pela planta. A bactéria recebe energia da planta;
Saprófitos: organismos decompositores dentro da cadeia alimentar;
Serapilheira: folhas e outros resíduos orgânicos não decompostos ou em via de
decomposição que se encontram sobre o solo;
Simbiose: associação intima entre dois organismos, de forma mutuamente benéfica.
Exemplo: Rhizobium e leguminosa. Ver Rhizobium;
Simbiótica: ver simbiose;
Troposfera: camada da atmosfera que atinge altitude média de até 10 km;
Turfa: matéria esponjosa, mais ou menos escura, constituída de restos vegetais
em variados graus de decomposição, e que se forma dentro da água, em lugares
pantanosos, onde existe pouco oxigênio;
Xerófitas: plantas que se desenvolvem em solos ou materiais de solos
extremamente secos. São plantas adaptadas às condições de clima árido;
Xeromorfa: vegetação típica de cerrado adaptada as condições de clima seco.
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