|
|
|
| A FLORESTA E O AR Publicado pela
AFUBRA Conclusão Chegando ao final do século e do milênio, é importante lembrar que o planeta que temos para viver é a Terra, e que ela é finita, por isso é um ato inteligente proteger o único sistema de sustentação da vida de todos os seres que habitam a superfície terrestre. Pode parecer um tanto extremado e radical dizer que se não houver cuidados especiais para com a natureza, não há garantia de condições de vida para o próximo século. Diante dessa realidade, é necessário que se revejam os conceitos aplicados até o presente momento na busca desenfreada de lucros imediatos. O trato, até agora dispensado à natureza por todas as atividades humanas, foi agressivo e visando obter sempre o máximo progresso, o máximo desenvolvimento, o máximo lucro e o mais eficiente bem-estar para a população. Felizmente, a revolução industrial está chegando ao seu final, deixando para a humanidade imensuráveis vantagens: um crescimento vertiginoso da ciência, da tecnologia e das artes; uma qualidade de vida para o homem que, se não considerados os prejuízos ambientais, pode-se dizer que é perfeita, pois o bem-estar que a tecnologia proporcionou à humanidade é algo extraordinário; os meios de transporte, as comunicações, a informática e tantos outros setores que estão no mais alto grau do avanço científico. No entanto, o custo dessa evolução e o preço que a humanidade está pagando por tão fantástico desenvolvimento ficaram estampados no seio da natureza. O progresso deixou como resíduos a poluição da água, do solo, do ar, a destruição da superfície ativa do solo pela erosão e a destruição da vegetação, em particular das florestas. Quase a metade das florestas tropicais do mundo foi destruída, sobrando ainda a previsão de que mais um sexto das mesmas será destruído até o ano 2030, se não houver medidas drásticas para conter a ganância dos homens civilizados. Das florestas, provavelmente sobrará um décimo em formas degradadas ou através de administração comercial. Com o fim da revolução industrial, está surgindo a revolução do conhecimento e, com ela, a expectativa de que ocorra uma mudança de consciência, principalmente no referente à questão ambiental, que necessita de uma nova visão para garantir a sustentabilidade da produção e da vida. No tocante à relação floresta e ar, é fundamental que se tenha a consciência voltada para a vegetação, que se constitui no mais perfeito filtro para proteger as mais variadas formas de vida dos efeitos da poluição do ar. É importante que todos os detentores de áreas de terra atentem para a manutenção das florestas nas suas propriedades, pois desta forma estarão contribuindo para amenizar a poluição e socializar os benefícios das florestas. Embora já exista a tendência de atenção especial em favor do ambiente, é importante ressaltar que existem ambientes nos quais o equilíbrio está em adiantado estado de destruição, seja pela liberação de produtos químicos que provocam a acidificação das florestas, dos rios e lagos, através da chuva ácida; seja pela liberação de grandes quantidades de elementos destruidores do ozônio, incluindo os CFCs, que atuam diretamente sobre a camada de ozônio; ou seja pela emissão de expressiva quantidade de dióxido de carbono, provocada pelo grande uso de combustíveis fósseis e pela queima de grandes áreas de florestas, causando o preocupante efeito estufa. Não é possível ignorar que um grande perigo está rondando o planeta Terra, lugar exclusivo que a humanidade tem para viver, trazendo preocupação para a sociedade e alarmando os cientistas ambientais, que, com segurança, afirmam que, se não houver seriedade no tratamento com as questões da natureza, a vida sobre a Terra está próxima do seu final. Considerando que o perigo que ronda o planeta é conseqüência da ação do homem, cabe a ele próprio trabalhar no sentido oposto para garantir a retomada do equilíbrio em todos os ecossistemas. Assim, cada cidadão tem o dever de defender o ambiente e alertar seus semelhantes que o grande capital a ser acumulado hoje talvez não seja mais o dinheiro e sim um ambiente saudável que proporcione bem-estar para todos. A sociedade tem o direito de viver num ambiente adequado, cabendo às autoridades constituídas e a todos os cidadãos a responsabilidade pela criação e manutenção das condições ecológicas em toda a superfície da Terra. E isso deve começar em cada família, em cada residência, em cada escola, pois o homem jamais suportará viver, por muito tempo, em ambiente inadequado. |
|
|
|