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A FLORESTA e os ANIMAIS Publicado pela AFUBRA
Embora já tenhamos uma certa consciência, a devastação florestal no mundo ainda é uma das maiores preocupações da atualidade. De acordo com informações das Nações Unidas (Perlin, 1992), entre 1950 e 1980, foram destruídos 40% das florestas da América Central. A África perdeu, no mesmo período, 23% de sua reserva natural e no Himalaia foram cortados 40% de área florestal. Entre os vários problemas causados pelo desmatamento estão a falta de madeira, que ainda é fonte de energia de mais da metade da população dos países em desenvolvimento, e a inexistência do ambiente adequado para abrigar e proteger a complexa população de animais adaptados para viverem nesses nichos ecológicos específicos.
A floresta constitui um ecossistema produtor de biomassa lenhosa e herbácea que abastece os consumidores de primeira ordem, representados pelos animais que se alimentam de vegetais, pequenos e grandes mamíferos herbívoros. Quando a comunidade florestal está em equilíbrio com o meio, cada nível trófico encontra sua estabilidade devido ao balanço dos consumidores presentes que se controlam mutuamente pelo mecanismo de ação e retroação. Os fatores que asseguram o equilíbrio dinâmico das florestas correspondem essencialmente à relação de alimentação das populações e o ritmo dos fatores ecológicos que vão garantir a manutenção da produtividade dos ecossistemas, proporcionando condições de vida para todos os seres que dependem diretamente deste habitat. A Figura 2 mostra um exemplo de cadeia alimentar.
Figura 2. Cadeia trófica Quando, numa floresta, acontece um desequilíbrio em um dos níveis de consumo, ocorre o surgimento extraordinário de populações de exterminadores, pois são criadas condições para que uma determinada categoria de consumidor dê um salto demográfico, de maneira expressiva, produzindo uma enorme instabilidade no número dos habitantes daquele lugar. Isso é muito comum com os insetos que têm grande capacidade de reprodução, aumentando a população muito rápido. Na região do vale do rio Taquari, no Rio Grande do Sul, a cultura da acácia negra sofre anualmente ataques da lagarta Adelonevaia subangulata, chegando ao desfolhamento total das árvores, o que ocasiona um desequilíbrio ambiental. Pode-se afirmar que esse consumidor ingere algumas toneladas de folhas por hectare, resultando em grandes prejuízos, caso não seja controlado. Na Figura 3, podem-se observar imagens do crescimento desordenado de uma única espécie.
Figura 3. Grande concentração de animais de uma só espécie CONTINUA |
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