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A FLORESTA e os ANIMAIS Publicado pela AFUBRA Os animais têm sua importância devido ao seu dinamismo e à sua movimentação sobre os mais diversos locais, possibilitando o transporte de pólen, sementes, frutos, nutrientes e ramos, construindo e criando condições para a multiplicação das espécies em todos os locais dos ecossistemas equilibrados. No entanto, a presença de animais em uma determinada área depende basicamente de dois fenômenos opostos: a natalidade e a mortalidade, aos quais pode-se acrescentar a emigração e a imigração. A natalidade varia com as condições do meio, da disponibilidade de espaço e alimento, enquanto a mortalidade depende dos mesmos elementos mais a idade e a presença de predadores, que podem ser os seus inimigos naturais, e do próprio homem, ou ainda pela ação de fatores ambientes, diminuindo os espaços para o desenvolvimento natural das diferentes espécies.
Da interação existente entre a fauna e a flora de uma determinada região, resultam as condições para a vida de muitos outros seres, incluindo o próprio ser humano. Os animais exercem funções vitais para o desenvolvimento e equilíbrio dos ecossistemas, pois, através de seus hábitos, colaboram na dispersão de sementes e polinização de flores. Também, pela atuação na cadeia alimentar, determinam a estabilidade do ambiente, que caracteriza a qualidade biológica do local. É importante lembrar que os animais só conseguem viver e reproduzir em habitats, nichos, biótopos e biomas que possuam condições para a sua alimentação, uma vez que cada espécie animal necessita de alimentos específicos. Por isso, o desmatamento e outras ações antrópicas contribuem para a extinção de muitas espécies que só encontram alimentos que podem ingerir e digerir nos ecossistemas florestais. Além disso, os animais também necessitam de abrigo, de proteção contra seus inimigos naturais e de material para construir seus ambientes para a reprodução. Cada espécie e cada indivíduo da fauna tem seu lugar determinado na sociedade selvagem, procurando seu alimento, lutando contra seus inimigos naturais, adaptando-se às variações climáticas e multiplicando-se. Para isso, a natureza dotou os diferentes seres vivos de órgãos que lhes possibilitam adaptarem-se ao meio onde têm que sobreviver. Assim, existem espécies adaptadas a viver em pântanos, outras a subir em àrvores, outras a viver em ambientes desérticos e outras a saltar entre folhas e arbustos. Cada espécie animal exige também um determinado clima para se desenvolver. Assim, animais de clima frio não conseguem sobreviver em ambientes quentes, como animais de floresta tropical úmida não conseguem sobreviver em regiões de ambientes secos e desérticos. Nas condições mais regionais, existem diferentes tipos de fauna limitados pelo clima, pela paisagem, pela alimentação e, principalmente, pelas características dos diferentes ecossistemas. É bom lembrar, no entanto, que os animais estão distribuídos na superfície da Terra de acordo com suas características de adaptação às variações ambientais, como clima, altitudes, longitudes, relevo, florestas, cerrados, pântanos, dunas, savanas, desertos e campos, razão pela qual animais de um determinado habitat têm dificuldades para adaptarem-se em outras regiões.
É importante, também, considerar a existência de animais migratórios, principalmente peixes e aves, que se movimentam a milhares de quilômetros para afastarem-se de determinados climas inadequados para sua sobrevivência, por um determinado período do ano, ou para acasalarem-se e procriarem, retornando ao seu habitat de origem após a realização da tarefa da procriação ou, então, quando as condições ambientais assim o permitirem, o que não caracteriza, no entanto, uma adaptação a vários ecossistemas. Essa extraordinária diversidade da fauna, que se constitui num dos elementos responsáveis pelo equilíbrio ecológico, representa ainda um valioso patrimônio genético que não se pode, conscientemente, ignorar. Na página a seguir, observa-se a grande diversidade de animais adaptados aos diferentes ecossistemas.
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