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A FLORESTA e os ANIMAIS Publicado pela AFUBRA Conclusão Despida de sua cobertura vegetal, a terra entra em colapso e gera um grande declínio de produção. Uma mudança nas estruturas da vegetação, da fauna e do solo representa a total falta de condições da natureza para abastecer as populações, vegetais, animais e humanas, com alimentos suficientes para uma vida saudável e adequada, além de provocar poluição da água e do ar. O desmatamento, a diminuição de fontes permanentes e a formação de erosão são fatores estreitamente relacionados que causam a destruição dos solos e levam a uma absoluta queda da produção agrícola que resulta numa diminuição de colheitas, no empobrecimento e despovoamento de determinadas regiões e na conseqüente agressão às linhas tróficas, já deterioradas, para satisfazer às necessidades gerais de sobrevivência. Um sistema natural equilibrado exige a presença de animais carnívoros para controlar o aumento excessivo dos outros seres e também para retirar da superfície cadáveres dos indivíduos que morrem naturalmente ou por outro tipo de morte, garantindo a pureza do ar para aqueles que continuam vivendo. Já os animais herbívoros confirmam, pela sua multiplicação, o abastecimento alimentar para os consumidores secundários. A presença das árvores garante a pureza das águas, o controle da erosão, a depuração do ar e, especialmente, a alimentação da fauna herbívora e frugívora que vai abastecer as posições superiores da cadeia alimentar. Felizes os homens e a sociedade que têm acesso fácil às florestas e a solos ricos, pois encontrarão ali a confiança e a certeza de um desenvolvimento harmônico das populações vegetais, animais e humanas, pois a interação dos elementos naturais garantem o crescimento dos indivíduos e das comunidades. No entanto, é bom lembrar que não são os indivíduos que usam irracionalmente a natureza, mas sim a sociedade organizada, através de suas estruturas administrativas que vão conduzindo os processos de utilização dos recursos naturais, extraindo os produtos disponíveis ou explorando a superfície da Terra das mais variadas maneiras. Como nem sempre observam as leis naturais, acabam destruindo animais aparentemente nocivos e plantas que parecem ser inúteis, proporcionando um desequilíbrio e criando condições para o surgimento de pragas e doenças que consomem as riquezas e a saúde das populações. Por isso, é importante criar na população um sentimento de afeto pelos seres que habitam a Terra e, principalmente, por aqueles que vivem independentemente do homem, para entenderem a complexidade das interações que se formam entre todos os seres vivos do planeta e que só se têm garantia de vida se forem racionais as atitudes perante a natureza. Em certas regiões urbanas, felizmente, a consciência ecológica está tomando forma, podendo-se observar certo interesse pelos elementos naturais, como é o caso de alguns moradores que procuram atrair pássaros para seus jardins para poderem ouvir seus belos cantares. É possível ouvir pescadores esportistas dizerem que vão à pesca não por ódio dos peixes, mas pelo amor que dedicam aos espaços livres e aos animais que poderão capturar, sendo também crescente o número de pessoas que passam parte de suas férias junto à natureza, observando os animais silvestres, demonstrando sua afeição pela fauna selvagem. Esse é um ponto fundamental para se compreender e dar maior atenção à maneira como os recursos naturais estão sendo utilizados, pois ainda ocorrem grandes destruições dos ecossistemas, gerando, como conseqüência, desequilíbrio pela eliminação de grande parte da flora e da fauna. Ao cidadão atual cabe conhecer os princípios que regem a normalidade da natureza e procurar expandir esse conhecimento para toda a sociedade, pois somente assim - pelo conhecimento - poderá ser entendida a complexidade dos ecossistemas e exigida a sua manutenção. No entanto, não é possível ignorar que da natureza brota a vida em todos seus aspectos e nenhum ser vivo independe dos recursos naturais, cabendo ao homem, portador da racionalidade, planejar, orientar, administrar e gerenciar a exploração da superfície da Terra, de maneira que todos, independente da posição que ocupam na pirâmide social, tenham o direito de uma vida digna e feliz. CONTINUA |
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