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Fauna - Tráfico de Animais - 22/03/2001 Araras-azuis retornam ao Brasil
Duas araras-azuis-de-lear, apreendidas em Cingapura, estão voltando ao Brasil. O traficante foi preso e condenado a 1 ano de prisão e multa de US$10 mil Cingapura - O setor de agricultura, alimentação e veterinária (AVA), do governo de Cingapura, está repatriando para o Brasil duas araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari), espécie seriamente ameaçada de extinção, categorizada como patrimônio nacional brasileiro. O casal de araras foi entregue ontem para o embaixador do Brasil em Cingapura, Paulo Pinheiro, em cerimônia realizada nos Jardins dos Pássaros, uma área de 20 hectares com 8 mil pássaros de 600 espécies de todo o mundo, onde as araras ficam depositadas desde a apreensão. Elas devem chegar ao Brasil nesta quinta feira, 22 de março, de madrugada.
No trajeto entre Cingapura e Frankfurt, pela companhia aérea Singapore Airline, as aves viajam em classe executiva. De Frankfurt para São Paulo, viajam pela Varig. Uma ordem especial permite à Singapore Airline transportar as araras, uma vez que as normas da empresa proíbem o transporte de qualquer tipo de animal. Uma gaiola feita a mão foi desenhada especialmente para a longa jornada das aves.
As araras azuis foram confiscadas em Cingapura, em 1996, na casa do traficante Lawrence Kuah Kok Choon, de 26 anos de idade, depois que ele foi preso no aeroporto de Paris, com outras aves. Kuah foi condenado, em novembro de 2000, a um ano de prisão e multa de US$ 10 mil, a pena maxima para crimes cometidos contra o meio ambiente e contra a preservação da natureza. As autoridades cingapureanas estimam que o preco de um casal de Lear’s Macaw esta em torno de US$ 100,000.00 (cem mil dolares), no mercado clandestino.
A repatriação das araras ocorre a pedido do governo brasileiro. Elas ficarão no Zoológico de São Paulo, onde estão 14 aves da mesma espécie. No habitat natural, na Bahia, existem menos de 170 araras-azuis-de-lear. Sonia Ambrósio, especial para a Agência Estado Leia
mais: A RENCTAS é um projeto que interliga diversas organizações nacionais e internacionais através da Internet, buscando difundir informações e articular campanhas e atividades contra o tráfico de animais silvestres no Brasil. Qualquer pessoa ou instituição podem fazer parte da RENCTAS, basta preencher e enviar a ficha de inscrição. Ao se cadastrar todos receberão o material informativo e de divulgação da rede. |
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