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Fauna/25/03/2001.
A matança da onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu, fronteira do Brasil e Argentina, está preocupando ambientalistas. Desde 1994, cerca de 70 animais foram abatidos por caçadores e fazendeiros. O fenômeno já está causando desequilíbrio na cadeia alimentar da fauna do Parque. Foz do Iguaçu - A matança da onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu, fronteira do Brasil e Argentina, está preocupando ambientalistas. Desde 1994, cerca de 70 animais foram abatidos por caçadores e fazendeiros, colocando o felino na lista das espécies da reserva em vias de extinção. O fenômeno já está causando desequilíbrio na cadeia alimentar da fauna do Parque. Em busca de soluções, a Rede Nacional Pró-Unidade de Conservação (RNPUC), organização que defende o meio ambiente, está denunciando a precária fiscalização do Parque ao Ministério Público Federal e pedindo informações sobre as providências que estão sendo tomadas para evitar a caça ao Ministério do Meio Ambiente e ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma das saídas para o combate à caça no Parque é maior rigor das ações policiais. O Ibama aguarda há dois anos a assinatura de um convênio com a Secretaria de Segurança Pública que prevê aumento do efetivo da Polícia Florestal para 60 homens, reforçando a segurança do Parque. Atualmente, uma equipe de 28 policiais é responsável pela fiscalização de uma área de 185 mil hectares que faz limites com 11 municípios. " O Ibama colocou a disposição barcos, veículos e combustíveis mas falta policiais", diz o sub-gerente de Manejo e Proteção do Parque, Apolônio Rodrigues.
Caça por diversão e dinheiro O
homem caça onça-pintada na região do Parque Iguaçu em busca da renda
proporcionada pelo comércio de peles, de diversão ou para proteger o
gado das fazendas localizadas no entorno do Parque. Os biólogos tentam
reverter esta realidade orientando os moradores quanto aos prejuízos da
matança, no entanto, os resultados ainda não são promissores. Somente
na região do município de Céu Azul, próximo a Cascavel, já foi
registrada a morte de pelo menos 15 onças. Leia
mais: A RENCTAS é um projeto que interliga diversas organizações nacionais e internacionais através da Internet, buscando difundir informações e articular campanhas e atividades contra o tráfico de animais silvestres no Brasil. Qualquer pessoa ou instituição podem fazer parte da RENCTAS, basta preencher e enviar a ficha de inscrição. Ao se cadastrar todos receberão o material informativo e de divulgação da rede. |
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