|
|
|
|
Classe:
MAMMALIA Nesta família estão incluídos as lebres, coelhos e tapitis, com cerca de dez gêneros e 43 espécies, com somente uma espécie nas florestas neotropicais. Podem ser distinguidos de todos os outros mamíferos pelo par de incisivos superiores pequenos atrás dos grandes incisivos anteriores e pela ranhura em forma de “Y”, no lábio superior, semelhante a uma almofada. Consegue correr em alta velocidade e com bastante agilidade, o que representa um importante meio de defesa. Possuem longas patas traseiras com quatro dedos, enquanto as anteriores apresentam cinco. Têm orelhas longas e o nariz flexível, com olhos grandes, cauda pequena e pelagem macia. Espécie:
Sylvilagus brasiliensis (Linnaeus, 1758)
Distribui-se do México ao Norte da Argentina, ocorrendo em quase todo o Brasil, sendo o Rio Grande do Sul o limite de registro desta espécie. É bem menor que a lebre européia, com orelhas pequenas, estreitas e cauda muito reduzida. Tem coloração pardo-amarelado, mais escura no dorso e ventralmente mais clara. Freqüenta as bordas de florestas densas, podendo ainda ser encontrados em banhados e margens de rios. É um animal de hábitos noturnos e durante o dia esconde-se em buracos ou tocas que ele mesmo cava, tendo uma área de ação reduzida. Alimenta-se de cascas, brotos e talos de muitos vegetais. O período de gestação é de aproximadamente 30 dias, podendo ocorrer duas ninhadas anuais, com dois a sete filhotes que nascem com os olhos bem fechados, sem pêlos e dependentes. Apesar de tratar-se de uma espécie de ocorrência freqüente há pouco anos, atualmente tornou-se escassa e somente observada em áreas protegidas, onde ainda existem florestas. Faltam estudos sobre os impactos da competição entre a lebre européia e o tapiti, por espaço e alimento, abrigo e área de reprodução. A primeira, no entanto, é uma espécie naturalmente adaptada a áreas abertas, seus filhotes são nidífugos e tem áreas de ação maior que os tapitis. Em muitos aspectos, estas diferenças podem assumir significados vantajosos para a espécie exótica, com grande capacidade de adaptação, somadas ao fato de encontrar ambiente propício, com o desaparecimento das florestas, para dar lugar a campos de cultura e aumento de disponibilidade de alimento. |
|
|
|