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Agência O ESTADO - 17/02/2001
Mancha de óleo atinge 8 km de extensão

Curitiba - Deve durar uma semana a limpeza do óleo que vazou da Petrobras em Morretes. A previsão é da estatal que utiliza cerca de 500 homens para a tarefa. Eles estão encarregados da limpeza e da proteção da área atingida e a mancha de óleo já chega a oito quilômetros de extensão. Até o final da tarde, as seis barreiras de contenção colocadas pela empresa tem evitado que o óleo chegue até o Rio Nhundiaquara.

Os ambientalistas querem que seja feita uma reunião nesta segunda-feira para pressionar as autoridades a divulgar os laudos sobre o acidente e apurar as responsabilidades urgentemente. A extensão do impacto ambiental provocado pelo vazamento de 1.200 litros de óleo diesel de um oleoduto da Petrobras em Morretes, na Serra do Mar, a 60 quilômetros de Curitiba ainda é desconhecido.

Um grupo de técnicos do IAP está percorrendo a região para elaborar, na próxima semana, um laudo minucioso sobre as conseqüências do acidente. O oleoduto tem 96 quilômetros de extensão e 26 anos. Segundo a empresa, o oleoduto tem uma vida útil de 100 anos. A mancha de óleo atingiu o Rio Sagrado durante a noite e matou diversas espécies de peixes. Apesar de não abastecer o município, o rio é largamente utilizado pelos moradores.

Sema contesta laudo da Petrobras
O Estado do Paraná
- 17/02/2001 - Cintia Végas

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), em conjunto com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Defesa Civil do Estado, está contestando laudo entregue ontem pela Petrobras, empresa responsável pelo vazamento de óleo diesel bruto, ocorrido na última sexta-feira, em Morretes, na Serra do Mar, a 60 quilômetros de Curitiba. No documento, a Petrobras afirma que 1.200 litros de óleo vazaram, por volta das 10h30, de um poliduto que leva o combustível da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, até o Porto de Paranaguá, mas técnicos que trabalham no local dizem que visualmente a quantidade de óleo espalhada pelo córrego Caramunhão e pelos rios do Meio e Sagrado, cuja mancha já atinge doze quilômetros de extensão, parece ser bem maior. "Ainda desconhecemos a extensão do impacto ambiental provocado pelo acidente e não temos previsão de quando a situação estará regularizada", declara o secretário de Estado do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto.

Também na tarde de ontem, técnicos do IAP instalaram mais três barreiras de contenção no Rio do Meio. Agora são seis barreiras colocadas na região, 200 pessoas trabalhando, três helicópteros sobrevoando o local, dois barcos e caminhões de sucção que recolhem o óleo do rio. Apesar de não abastecerem o município de Morretes, os rios atingidos são largamente utilizados pelos moradores do lugar.

O próximo grande desafio dos trabalhadores será evitar que o óleo chegue ao Rio Nhundiaquara, principal rio da região e muito utilizado por turistas e pescadores. A Baía de Antonina, segundo o secretário do Meio Ambiente, já foi atingida pelo filme de óleo diesel, camada do combustível que forma uma espécie de arco-íris sobre a água e é menos poluente que o óleo em si. "Continuaremos com a pesquisa de campo e na próxima semana devemos entregar um laudo preliminar sobre as conseqüências do vazamento", diz Andreguetto. "Ainda não sabemos que males o filme de óleo pode causar à baía."

Peixes

Dando continuidade aos trabalhos de retenção do óleo, técnicos do IAP encontraram peixes mortos ao longo do Rio do Meio. O instituto ainda não sabe a quantidade de animais atingidos, mas pegou algumas amostras para análise. A orientação é para que moradores e turistas evitem pescar às margens dos rios atingidos até que um laudo definitivo sobre o acidente seja divulgado.

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